Na manhã desse sábado (16), o repórter Flávio Fernandes usou suas redes sociais para expor uma disparidade que, segundo ele, penaliza diretamente o bolso dos consumidores de João Pessoa. Durante uma viagem pela BR-230 em direção ao interior da Paraíba, o jornalista mostrou que a diferença no preço do litro da gasolina entre a capital e cidades a apenas 37 km chega a R$ 0,55.
Em João Pessoa, o combustível é encontrado a R$ 6,30, enquanto em municípios como Cruz do Espírito Santo e São Miguel do Taipú, o litro da gasolina comum custa R$ 5,75 — e a aditivada, R$ 5,76.
“0,55 centavos de diferença de João Pessoa aqui para esse local a 37 km da capital. 55 centavos estão levando do trabalhador por litro de gasolina na maior cidade do estado da Paraíba, qual a explicação para isso?”, questionou Fernandes, mostrando os cálculos em seu celular.
O impacto no bolso do consumidor
O repórter exemplificou a diferença:
– Um carro popular com tanque de 45 litros paga, em média, R$ 24,75 a mais por abastecimento.
– Já veículos maiores, com capacidade de 70 litros, chegam a pagar R$ 38,50 a mais.
– Se o motorista abastece semanalmente, a diferença pode ultrapassar R$ 150 no mês.
Possível cartel e cobrança por investigação
Durante o trajeto, Fernandes constatou que diversos postos ao longo da BR-230, em cidades como Sobrado, Riachão do Poço, Gurinhém, Alagoa Grande e no distrito de Cajá, apresentavam praticamente os mesmos preços: R$ 5,75.
Para ele, a coincidência reforça a suspeita de um possível cartel na capital paraibana. “Que cartel é esse? Que cobrança exagerada e sem explicação é essa praticada em João Pessoa? Os poderes têm que agir.”
O jornalista parabenizou o vereador Guguinha Moov Jampa (PSD), que nesta semana protocolou pedido de abertura de uma CPI para investigar a situação. Mas também cobrou ações mais efetivas de órgãos de fiscalização e do Legislativo.
“Procon, seja municipal, estadual ou os dois, a Câmara, a Assembleia que só ligam em discutir 2026 e esquecem dos temas atuais, Ministério Público, os poderes têm que entrar em ação”, pontuou.
A pressão sobre as autoridades
A denúncia pública de Flávio Fernandes ecoa uma insatisfação que já vem sendo sentida pelos motoristas de João Pessoa nas últimas semanas. Os consumidores reclamam que os postos de João Pessoa aumentaram de preços sem nenhuma justificativa, visto que não houve reajuste por parte da Petrobrás.
A expectativa agora é que a mobilização popular e a repercussão nas redes sociais pressionem as autoridades a investigar possíveis irregularidades e garantir maior transparência na formação de preços dos combustíveis na capital.
Procon notifica 15 distribuidoras de combustíveis e autua 69 postos
A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa autuou 69 postos de combustíveis sobre o aumento da gasolina, nas bombas, desde o final de semana passada. Durante a operação ‘Margem Explosiva’, o Procon-JP também notificou 15 distribuidoras de combustíveis para entrega das notas fiscais de compra e venda da gasolina comum, referentes ao período de 10 de julho de 2025 até esta sexta-feira, 15 de agosto.
O secretário do Procon-JP, Junior Pires, esclarece que as notas fiscais de compra e venda da gasolina comum das distribuidoras são mais um caminho para se chegar ao fundo do motivo do aumento de até R$ 0,40 no preço da gasolina desde o último final de semana nos postos da Capital.
O Procon-JP também está requerendo, dentro de um prazo de 48 horas contados a partir da data do recebimento, as últimas notas fiscais de compra e venda da gasolina comum aos postos.
Penalidades – Os estabelecimentos autuados estão sujeitos às penalidades previstas na legislação, a exemplo da aplicação de multas e, dependendo da gravidade, ter as atividades suspensas temporariamente. O prazo legal para a defesa é de 10 dias úteis a partir da data do recebimento do documento.
Confira na íntegra o vídeo do repórter Flávio Fernandes:
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Portal Ponta do Seixas/Luiz Adrirano









