Caso de pescador e adolescente mortos após ingerirem bebida em Patos é esclarecido pela Polícia Civil

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Vítimas tinham 16 e 46 anos, respectivamente - Foto: reprodução/redes sociais

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou as mortes do pescador Idelbrando Martiniano Vieira e da adolescente Ana Cristina Galdino Ferreira, ocorridas na cidade de Patos, na madrugada do último dia 1º de fevereiro, após passarem mal durante o consumo de bebidas alcoólicas no bairro do Mutirão.

De acordo com as investigações, durante a ocorrência, o pescador Idelbrando, de 46 anos, morreu ainda no local, enquanto a adolescente de 16 anos foi socorrida por terceiros, antes da chegada do Samu, e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jatobá, onde também veio a falecer.

As investigações conduzidas pela DHE de Patos tiveram base em diligências como oitivas e análise de imagens de câmeras de segurança, que foram fundamentais para a elucidação do caso.

Acontecimento – De acordo com os dados colhidos pela Polícia Judiciária, um grupo de pessoas estava na Praça do Mutirão ingerindo bebida alcoólica, até que, em dado momento, a bebida teria acabado, ocasião em que um adolescente de 15 anos, acompanhado de outra pessoa, teria ido até sua residência para buscar mais.

O relatório esclarece que o menor pegou uma garrafa do tipo “pitchulinha”, acreditando que o líquido contendo no recipiente fosse conhaque. Ao retornar ao local onde estavam os outros colegas, Idelbrando serviu-se imediatamente e ingeriu, seguido pela adolescente.

As investigações também apontaram que tanto Idelbrando quanto Ana Cristina cuspiram a bebida logo após a ingestão, o que reforça que não seria uma bebida comum.

Perícia – Exames periciais do Instituto de Polícia Científica (IPC) identificaram a presença da substância METOMIL no estômago das vítimas, tendo como causa das mortes a intoxicação por via oral.

A Polícia Civil ressalta que “a hipótese de Metanol foi superada técnica e clinicamente, permanecendo como agente causal o Metomil”.

Conclusão do inquérito – Com a conclusão das investigações, a Polícia Civil entende que não houve dolo por parte do adolescente de 15 anos. Os autos serão encaminhados ao Ministério Público, para posteriores providências, caso sejam necessárias.

As investigações foram efetuadas pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes de Patos (DHE), vinculada à 15ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (15ª DSPC).

Portal Ponta do Seixas/Luiz Adriano

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