Eduardo Bolsonaro decidiu se licenciar do seu cargo parlamentar em um momento delicado, logo quando estava prestes a assumir a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Sua saída ocorre sob forte pressão do PT, que argumenta que ele estaria “instigando retaliações” contra o Brasil em contato com autoridades dos Estados Unidos. Com isso, o deputado Luciano Zucco (PL-RS) deve assumir seu lugar.
Em um vídeo divulgado, Eduardo expressou sua indignação, afirmando: “Pensaram que poderiam me chantagear com os privilégios do cargo. Erraram redondamente. […] Abro mão dessa pompa para me dedicar à minha missão de buscar Justiça contra todos os tiranos que violam os direitos humanos mais básicos.”
O parlamentar também destacou que dedicará todo o seu tempo a criar condições para a anistia dos “reféns de 8 de janeiro [de 2023]” e outros apoiadores do governo Bolsonaro que, segundo ele, estão sendo perseguidos injustamente. Ele mencionou o “psicopata” que deseja prender Jair Bolsonaro (PL).
Eduardo teceu críticas ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ele está tentando eliminar o movimento popular mais significativo da sua geração, o qual é liderado por Jair Bolsonaro.
Em sua gravação, Eduardo expressou preocupação com a possibilidade da prisão de seu pai no contexto da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Ele lamentou a chance de nunca mais reencontrá-lo: “É angustiante saber que meu pai pode ser preso injustamente e talvez eu não tenha outra oportunidade de vê-lo novamente. Estou certo de que o objetivo dos nossos adversários é mantê-lo encarcerado ou até mesmo eliminá-lo na prisão.”
Ele ainda fez uma declaração contundente contra Moraes, prometendo: “Minha missão será fazer você pagar pelos seus abusos. Só retornarei quando você for responsabilizado pelos seus crimes.” A Gazeta do Povo entrou em contato com o STF para comentar as declarações do deputado e aguarda uma resposta.
**Busca por Eleições Justas**
Durante o anúncio de sua licença, Eduardo Bolsonaro também afirmou sua intenção de buscar apoio internacional para garantir o que considera serem “eleições limpas, transparentes e com ampla participação da oposição”. Essa declaração se refere à inelegibilidade de seu pai, que ainda se posiciona como candidato à presidência nas próximas eleições, apesar das condenações judiciais.
“Não se combate uma ditadura defendendo-a. Todos sabem que Alexandre de Moraes é capaz de agir fora da lei, mesmo enfrentando pareceres contrários da Procuradoria-Geral da República”, concluiu.
Redação TVPS