A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu nesta sexta-feira, 1º de agosto, na cidade de Poços de Caldas, no Sul do estado, um homem de 35 anos investigado como mandante de um assassinato ocorrido em outubro do ano passado na cidade de São Bento, no Sertão da Paraíba. Ele estava foragido da Justiça paraibana e foi localizado após trabalho conjunto das agências de inteligência dos departamentos policiais de Pouso Alegre e Poços de Caldas.
De acordo com a PCMG, o suspeito mantinha uma rede de quase 20 lojas de apostas, sendo três delas em funcionamento na cidade onde foi preso. A identidade do detido não foi revelada oficialmente pela polícia mineira, mas trata-se de Rafael Silva Cavalcanti, conhecido como “Rafinha Banana”, ex-candidato a vice-prefeito de São Bento e ex-sócio do empresário Valdenilson Dantas de Oliveira, 49 anos, vítima do homicídio.
Valdenilson foi executado com vários disparos de arma de fogo em 9 de outubro de 2024, enquanto estava em uma barraca de lanches próxima à igreja matriz, no centro de São Bento. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos. A vítima era proprietária de uma academia, restaurantes e casas de apostas na cidade.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil da Paraíba apontaram motivação relacionada a desentendimentos comerciais. Rafinha Banana e Valdenilson eram sócios em uma casa de apostas, mas teriam rompido a parceria meses antes do crime. Rafael chegou a ser preso preventivamente, mas foi posto em liberdade durante o andamento do processo — o que causou surpresa na comunidade local, especialmente diante da nova prisão.
A nova detenção foi possível após o cruzamento de informações entre os setores de inteligência das polícias mineira e paraibana. Com o endereço do suspeito confirmado, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, ambos cumpridos na operação desta sexta-feira. O acusado foi encaminhado à Delegacia Regional de Poços de Caldas e, em seguida, ao sistema prisional, onde aguardará os trâmites de recambiamento para a Paraíba.
As autoridades paraibanas consideram a prisão um passo decisivo para o encerramento do inquérito. Outros envolvidos já haviam sido presos ao longo dos últimos meses, incluindo um dos executores, detido em João Pessoa após meses foragido no Rio Grande do Norte.
Portal Ponta do Seixas/Luiz Adriano









