Um novo vírus circula no WhatsApp, com o objetivo de roubar informações financeiras dos usuários, e o Brasil é o principal alvo. Além disso, a ameaça se espalha por meio de arquivos compactados (.zip), permitindo que criminosos acessem senhas, dados de cartões e até aplicativos bancários instalados no celular.
O alerta foi feito pelo especialista em tecnologia Luiz Milagres, em entrevista à BandNews TV. Segundo ele, a popularidade massiva do WhatsApp torna o país um terreno fértil para a rápida disseminação desse tipo de golpe.
Como funciona o golpe do arquivo .zip
O ataque utiliza engenharia social, enganando a vítima para instalar o malware. Primeiro, o usuário recebe uma mensagem no WhatsApp, que pode vir de um contato conhecido ou número desconhecido, com um texto urgente, como “Segue o orçamento que você pediu, abra com urgência”.
Em seguida, a mensagem vem com um arquivo compactado (.zip). Ao abrir o arquivo, movido pela curiosidade ou urgência, o vírus se instala no sistema do smartphone. Assim, o aparelho se torna uma ferramenta de espionagem digital, capturando todas as informações digitadas.
Dessa forma, os criminosos podem:
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Roubar senhas de bancos e outros serviços;
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Acessar contas bancárias para transações fraudulentas;
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Propagar automaticamente o malware para todos os contatos da vítima.
Como se proteger do vírus no WhatsApp
A prevenção é a principal defesa contra o malware. Por isso, Luiz Milagres recomenda algumas medidas essenciais:
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Não clique em arquivos ou links inesperados, mesmo que venham de amigos ou familiares.
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Questione o contexto: confirme se a pessoa realmente enviou o arquivo.
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Mantenha seu celular atualizado, pois as atualizações corrigem falhas de segurança.
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Use antivírus no dispositivo móvel.
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Se suspeitar de infecção, informe seus contatos e, se necessário, restaure o aparelho às configurações de fábrica.
Golpe da ligação muda com inteligência artificial
Além disso, a Polícia Civil de São Paulo alertou sobre outro golpe que utiliza inteligência artificial para clonar vozes. Inicialmente, o método começa com ligações “mudas”, de números desconhecidos.
Ao atender, o sistema captura amostras de voz da vítima para criar réplicas digitais, que podem ser usadas para enganar familiares e amigos ou solicitar transferências de dinheiro.









