O Secretário de Saúde de João Pessoa, Lus Ferreira afirmou na tarde desta sexta-feira (18), que as Unidades de Pronto Atendimento de João Pessoa vão deixar de conceder atestados médicos. A imformação foi dada durante entrevista ao Programa Arapuan Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação. “Aqueles que forem buscar atestados e renovação de receitas serão direcionados às Unidades Básicas de Saúde, as UBS)”, disseo secretário.
“Estamos tentando, de forma educativa, fazer uma triagem na porta das UPAs, classificados como azul, por exemplo, procurem a UBS. Ainda não estávamos com urgência muito grande em relação a isso devido a escassez de UBS que funcionavam a noite, mas agora com essa expansão que teremos no atendimento da atenção primária, faremos isso de forma mais enfática. Então, ir para UPA só para renovar receita, pegar atestado, paciente não vai ser atendido, será direcionado ao local correto. A procura por atestados acontece principalmente pré feriado, sextas-feiras e segundas-feiras”, explicou o secretário.
De acordo com Luís Ferreira, a maioria de pacientes que causam superlotação nas UPA’s são pessoas que poderiam ser atendidas nas UBS’s, casos que não são urgentes.
“Isso é muito presente em João Pessoa. A nossa superlotação nas UPAs geralmente é de pacientes classificados como azuis e verdes, que poderiam esperar até 240 minutos para um primeiro atendimento, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). São pacientes que eram para serem atendidos nas Unidades Básicas de Saúde e nos ambientes de menor complexidade. Os pacientes que precisam realmente de um atendimento na UPA são atendidos de imediato, classificados como vermelho e laranja, entram direto e não esperam”, detalhou Luís Ferreira.
Segundo o secretário municipal de saúde, a ideia é que os pacientes que desejam solicitar atestados não cheguem até os médicos das UPA’s, e sim aos enfermeiros que vão direcionar as pessoas para locais adequados.
“O médico tem total autonomia para atestar qualquer coisa de um paciente. O atesto é um documento de fé pública, é verdadeiro até que se prove o contrário. Os conselhos de medicinam vieram com muita ressalva a obstrução do ato médico em dar um atestado, é uma decisão que tem que ser do médico. A nossa ideia é que isso nem chegue ao médico. Na triagem, que é realizada por um profissional de enfermagem, o paciente que for classificado como azul, no caso dos atestados, ele não chegue nem a passar pelo médico, ele seja direcionado para o local específico para ele, iriam para os UBS que funcionariam a noite ou no outro dia”, concluiu o secretário.









