A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PP), utilizou suas redes sociais para fazer um duro alerta sobre o conteúdo das músicas consumidas no Brasil. Em um vídeo que circula em suas plataformas, a parlamentar — conhecida por sua postura conservadora e em defesa da família — associa diretamente o aumento da violência doméstica ao teor das letras de artistas famosas, como Ivete Sangalo e Anitta.
A influência do “Lixo Musical”
Eliza criticou a postura de grandes nomes do entretenimento. “Temos duas vertentes: o homem canta músicas subjugando as mulheres, e as mulheres, inclusive as famosas, Ivete, Anitta, cantam músicas objetificando mulheres”, afirmou a vereadora.
Ela citou exemplos de letras que, segundo sua análise, naturalizam agressões e termos depreciativos: “Você m… bem demais”, “ela é bandida”, “gosta de levar tapa na cara”. A parlamentar foi além ao reproduzir trechos que sugerem violência explícita: “Ela se acaba na minha cama, então vem sua louca, sua bandida, vou te dar sequência que vai mudar sua vida, é tapa, é soco, é puxão de cabelos”.
“A cada 3 minutos uma mulher sofre violência doméstica e tem algo que tem contribuído muito para isso: a música”, disparou Eliza.
Ciência e o Exemplo de Londres
Para embasar seu argumento, a vereadora trouxe dados científicos sobre como a música atua no cérebro e na fisiologia humana, sendo capaz de alterar o humor e influenciar decisões. Ela citou o caso do Metrô de Londres, que, desde 2003, utiliza música clássica nas estações para reduzir a criminalidade.
Os resultados apresentados por Eliza impressionam:
– Roubos nos trens: Queda de 33%;
– Vandalismo: Redução de 37%;
– Insultos a funcionários: Queda de 25%.
Apoio Policial e Ideologia
A matéria também destaca a fala da delegada Raíssa Celes, da Polícia Civil do RJ, que combate a apologia ao crime. Segundo a delegada, citada pela vereadora, existe uma tentativa de “romantizar vagabundos” e incutir na cabeça dos filhos das “pessoas de bem” músicas que endeusam facções e humilham a mulher.
Ação Legislativa
Ao finalizar, Eliza Virgínia reforçou que não fica apenas no discurso e lembrou de sua atuação na Câmara Municipal de João Pessoa.
“Isso é uma mudança de comportamento na sociedade. A sugestão de violência doméstica em músicas entroniza na vida das pessoas e elas vão achando isso natural. Temos que fazer alguma coisa. Eu fiz minha parte: fiz uma lei que proíbe financiamentos públicos de eventos que tenham músicas como essas. E você pode fazer a sua parte não consumindo essa porcaria, esse lixo musical”, concluiu.
VÍDEO:
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