VÍDEO: Vereadora Eliza Virgínia critica “hipocrisia” em debate sobre regulamentação da internet e defende aplicação das leis já existentes

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Foto: frame de vídeo

A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PP), voltou a se posicionar contra o que considera contradições no debate nacional sobre a proteção de crianças e adolescentes. Durante recente declaração em uma rádio da capital, a parlamentar questionou o movimento de artistas e políticos que defendem a regulamentação da internet como forma de proteger menores, mas que, segundo ela, não tiveram a mesma postura em outras situações envolvendo denúncias de exploração infantil.

Eliza lembrou que o mesmo grupo que agora pede para ‘salvar nossas crianças’ não apoiou a criação da CPI da exploração sexual de crianças no Marajó, e citou a apresentadora Xuxa, que chegou a apoiar a cassação do mandato da ex-ministra e hoje senadora, Damares Alves. “São todos aqueles artistas que agora estão querendo salvar as crianças, mas que queriam cassar Damares”, afirmou.

A vereadora também mencionou o caso recente da prisão de Hytalo Santos, acusado de incitar crimes sexuais contra crianças nas redes sociais. Para ela, a detenção mostra que leis já existem e podem ser aplicadas, independentemente de novas regulamentações.

“Alguém disse: ‘vocês deram um tiro no pé, não deviam ter prendido Hytalo agora, porque como é que vamos justificar que precisamos de uma lei para cassar esse pessoal?’”, disse a vereadora.

Eliza ainda relembrou sua atuação como deputada federal, quando apresentou uma emenda ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A proposta foi motivada, segundo ela, após a repercussão de um clipe e apresentações do cantor Wesley Safadão, que chegou a colocar sua filha de 8 anos para dançar uma coreografia considerada sexualizada.

“Eu bati em cima, denunciei como deputada federal e fiz uma lei para punir pessoas que, a pretexto de ser artístico, coloquem suas crianças — mesmo vestidas — fazendo movimentos sexuais em músicas eróticas”, afirmou.

“Banalização da sexualização infantil”

Para a vereadora, há uma naturalização da sexualização de crianças na sociedade brasileira, o que contribui para a banalização do problema.

“Existe a naturalização, a banalização da sexualização de crianças pela grande parte da sociedade. Lei existe, o problema é que no Brasil não se cumpre”, destacou.

VÍDEO:

Portal Ponta do Seixas/Luiz Adriano

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