
O corpo do ex-delegado da Polícia Civil da Paraíba, o empresário Walter de Oliveira Santos, conhecido como “João de Nilo”, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (11) na zona rural de Campina Grande. Conforme Paulo Enio Rabelo, superintendente da 2ª Superintendência Regional de Polícia Civil (SRPC), a vítima estava desaparecida desde o último dia 20 de maio quando a família havia comunicado à Polícia Judiciária.
Com o apoio dos cães farejadores do Corpo de Bombeiros, o corpo da vítima foi localizado enterrado em uma área de pasto no Sítio Monte Alegre, zona rural do município campinense.
Segundo a 2ª Superintendência Regional, os elementos arrecadados comprovam que o crime foi planejado por semanas, com o objetivo de subtrair o rebanho de 23 cabeças de gado e a caminhonete L200 Triton da vítima. O sítio onde o cadáver foi ocultado pertence ao principal mentor da emboscada, que utilizou da relação de confiança estabelecida com o empresário para atraí-lo ao local do crime.
Uma operação policial deflagrada na manhã de hoje cumpriu dois mandados de prisão temporária contra os mentores e executores do crime, além de dez mandados de busca e apreensão, que resultaram na coleta de celulares e chips para análise pericial.
Os locais onde foram cumpridos os mandados foram em endereços localizados nos municípios de Campina Grande, Alcantil e Santa Cruz do Capibaribe/PE. As medidas foram representadas no curso das investigações que apuraram a prática de latrocínio e ocultação de cadáver.
Segundo o delegado Paulo Ênio, dois indivíduos foram presos e o crime foi caracterizado como latrocínio, seguido de ocultação de cadáver. Ele explicou que é possível que a vítima tenha sofrido inicialmente, um golpe de foice e em seguida disparo de arma de fogo na cabeça, mas só após os laudos periciais é que será possível precisar de fato como se deu o crime.
A autoridade policial reforça que as diligências continuam para conseguir localizar o carro da vítima e identificar se há mais pessoas envolvidas no crime.
Forças de segurança
A ação contou com a participação integrada de equipes da Polícia Civil da Paraíba (PCPB), da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Grupamento Especial de Operações em Área de Caatinga (GEOSAC/PMPB), do Canil do Corpo de Bombeiros da Paraíba, da Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL/PCPB), do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e dos Grupos Táticos Especiais (GTE) de Esperança e Queimadas.
O nome da operação, “Judas Iscarioetes”, faz referência à quebra absoluta de confiança, simbolizada pela traição do personagem bíblico, já que o autor principal era remunerado pela vítima para cuidar de seus animais e se aproveitou dessa proximidade para consumar a emboscada.
PORTAL PONTA DO SEIXAS/LUIZ ADRIANO








