Federação das Indústrias chama PEC da escala 6×1 de oportunismo político

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carteira de trabalho

Em meio aos debates sobre o fim da escala 6×1 no Congresso nacional, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avaliou a medida como “oportunismo político-eleitoral”.

Antônio Carlos Vilela, vice-presidente da federação concedeu entrevista à BandNews e defende que, embora a narrativa de bem-estar ao trabalhador seja atraente, a medida ignora fatores econômicos que podem prejudicar o país e a própria população.Vilela argumenta que a redução de 44 horas para 40 horas semanais da jornada de trabalho força a contratação de novos funcionários e consequentemente um aumento nos preços. “Isso significa aumento de custo”, afirma ele.

“O aumento de custo em geral no país seria em torno de 8%, cerca de R$ 267 bilhões. E na indústria chegaria a 11%, ou R$ 88 bilhões. Isso vai para o preço dos produtos. O preço do produto vai criar inflação”, alerta o executivo.

Pequenas empresas

Em sua análise, Vilela defende que os pequenos negócios serão os mais afetados e a população não percebe isso. “A maioria dos empregos são gerados pelas pequenas e microempresas. Quando andamos pela cidade e vemos uma lojinha, uma padaria, é aquilo que vai ser prejudicado. Não é a Petrobras”, pontua.Por fim, o vice-presidente alega que o Brasil ainda não gerou riqueza e produtividade suficiente para adotar uma escala de trabalho parecida com a de um país de primeiro mundo.

“Nós contra eles, patrões contra empregados. Isso é prejudicial. A redução da jornada deveria ser uma retribuição natural de uma economia já próspera, o que não seria o caso do cenário brasileiro atual, marcado por déficit fiscal e alta informalidade.”

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