Vacina contra câncer reduz em 42% risco de morte ou volta do melanoma

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VACINA CONTRA CÂNCER REDUZ EM 42% RISCO DE MORTE OU VOLTA DO MELANOMA

Estudo clínico inovador comprova a eficácia de imunizante personalizado associado a medicamento oncológico no tratamento do tipo mais letal de tumor de pele.

Veículo: Portal Ponta do Seixas Localidade: São Paulo (SP) / Redação Nacional de Saúde Repórter: Jhonny Campos

A ciência médica deu um passo decisivo na luta contra o câncer de pele. Resultados de ensaios clínicos com uma vacina experimental demonstraram que o imunizante, quando combinado a medicamentos de imunoterapia, foi capaz de reduzir em 42% o risco de recorrência da doença ou de óbito em pacientes diagnosticados com melanoma em estágio avançado.

O imunizante utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) — a mesma plataforma consolidada durante a pandemia de Covid-19 —, atuando de forma totalmente individualizada. O tratamento é desenhado a partir da análise do sequenciamento genético do próprio tumor retirado do paciente, ensinando o sistema imunológico a reconhecer e destruir mutações celulares específicas que poderiam gerar novos focos de metástase.

Tecnologia personalizada e imunoterapia combinada

Na pesquisa, os voluntários que haviam passado por cirurgia para a retirada completa de melanomas de alto risco receberam o imunizante terapêutico em associação com a imunoterapia padrão. O acompanhamento dos pacientes revelou uma melhora estatisticamente relevante na sobrevida livre de recorrência quando comparado ao grupo submetido unicamente ao protocolo medicamentoso tradicional.

O melanoma, embora represente uma porcentagem menor entre os casos de câncer de pele, é responsável pela grande maioria das mortes causadas pela doença devido à sua alta agressividade e propensão à disseminação para outros órgãos. Para a comunidade oncológica, os resultados representam um divisor de águas na consolidação de tratamentos profiláticos após procedimentos cirúrgicos.

Perspectivas para aprovação e novos estudos

Especialistas ressaltam que a vacina tem caráter terapêutico — ou seja, voltada a quem já foi diagnosticado e operado, impedindo o retorno das células malignas —, diferindo das vacinas convencionais de prevenção primária.

Com os números promissores obtidos na fase de testes, os laboratórios responsáveis conduzem os estudos para a fase regulatória e analisam a aplicação da mesma tecnologia em outros tipos de tumores sólidos, como os de pulmão, pâncreas e intestino. A expectativa de pesquisadores e entidades de saúde é de que o tratamento avance nas etapas de registro e chegue gradativamente aos centros médicos de referência nos próximos anos.

Por Jhonny Campos | Portal Ponta do Seixas

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