BIOMETRIA FACIAL SERÁ OBRIGATÓRIA PARA LINHAS DE CELULAR
Medida determinada pela Anatel visa combater fraudes, golpes bancários e ativação indevida de chips em nome de terceiros em todo o território nacional.
Veículo: Portal Ponta do Seixas
Localidade: Brasília (DF) / Redação Nacional de Tecnologia
Repórter: Jhonny Campos
O processo de ativação e cadastro de novas linhas de telefonia móvel no Brasil passará por uma mudança estrutural de segurança. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em articulação com as principais operadoras de telecomunicações do país, determinou a obrigatoriedade da autenticação por biometria facial para o registro e validação de chips de celular, tanto para linhas pré-pagas quanto pós-pagas e controle.
A iniciativa faz parte de um pacote de medidas de segurança digital projetado para fechar o cerco contra a atuação de organizações criminosas e golpistas. A utilização de dados e documentos falsos para cadastrar linhas telefônicas — frequentemente usadas na aplicação de golpes via aplicativos de mensagens, invasão de contas bancárias e transferências via Pix — tornou-se um dos principais gargalos de segurança pública e cibernética no país.
Como vai funcionar a validação cadastral
Com as novas regras, o usuário que adquirir um novo chip não poderá concluir a ativação fornecendo apenas nome, CPF e endereço em plataformas de texto ou chamadas telefônicas. O processo exigirá o envio de uma foto em tempo real (selfie) com prova de vida através do aplicativo ou sistema oficial da operadora, além do envio de imagens do documento oficial de identificação.
A tecnologia cruza os dados biométricos e documentais com bases governamentais e sistemas antifraude consolidados, assegurando que o titular cadastrado seja, de fato, a pessoa que está requisitando o serviço. Caso haja divergência facial ou documental, a ativação da linha é bloqueada imediatamente até a regularização presencial em lojas autorizadas.
Prazos e linhas já ativas
As operadoras já iniciaram os testes técnicos e a adaptação de suas infraestruturas digitais para o cumprimento dos cronogramas regulatórios. Inicialmente, o foco incide sobre as novas ativações e solicitações de troca de titularidade ou resgate de chip (SIM swap).
Para as linhas já ativas no mercado, a agência reguladora e as empresas do setor preveem campanhas de recadastramento gradual, convocando usuários cujos cadastros apresentem inconsistências ou duplicidade de registros. O objetivo final é construir uma base de dados limpa, íntegra e auditável, devolvendo maior previsibilidade e segurança aos consumidores e ao sistema financeiro nacional.
Por Jhonny Campos | Portal Ponta do Seixas









